[um blog sobre intervenções públicas e privadas de requalificação da área central de são paulo.]
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor
Onde está o PSIU no centro?
Quem vem acompanhando a transformação da Rua Paim, localizada entre a Rua Frei Caneca e a Avenida 9 de Julho, na região da Consolação/ Bela Vista, sabe que em pouco tempo as grandes mudanças não serão somente urbanas e físicas, mas também sociais.

Até pouco tempo atrás, a rua que foi sinônimo de depreciação imobiliária começou a ganhar novas feições. Foram derrubados antigos casarões e galpões. Alguns ocupados por cortiços, outros desocupados, outros abandonados e em péssimo estado de conservação. Todos, no entanto, terrenos estratégicos segundo a atual ótica imobiliária, a de “revitalização da área central”.
Até o primeiro semestre de 2012 foram lançados cinco empreendimentos: Jardim Paulista e Terraço Paulista (ambos da Requadra); Soul Paulista (Toledo Ferrari); Zoom Paulista (Construtora Tibério); NKSP (Lúcio Engenharia).
Todos com plantas idênticas, apertadas, tediosas e direcionadas a um público “diferenciado”: os solteiros, homossexuais, recém-casados, idosos e descasados. Um apartamento de no máximo 60m2 nesta região tem sido vendido em média por R$7.500 a R$8.500 o m2.
A Rua Paim ainda não foi totalmente “remodelada”. Aos finais de semana é possível constatar qual a classe social que ocupou a região nos últimos 30 anos e que ainda frequenta os barzinhos populares e assam seu churrasco na calçada. Também é possível ver o maior obstáculo da “nova rua paim”: o “treme-treme”, o conjunto modernista de três prédios: o 14 Bis, o Demoiselle e o Caravelle, lindo projeto do Arquiteto Aron Kogan (pai do Marcio Kogan).

As construções do projeto elaborado pelo arquiteto Aron Kogan começaram em 1956. (mais? texto de Vinicius Aguiari).
Lindíssimo projeto por trás da atual degradação do edifício aos olhos de nós arquitetos, o “treme-treme” não passa de um pesadelo, um entrave para os empreendedores e corretores de plantão.
A fama da rua de perigosa e mal frequentada é antiga - remete aos anos 70 quando formou-se a ”Turma da Paim”, jovens que roubavam e praticavam furtos na região. Hoje, a polícia mantém-se na porta dos prédios 24 horas. A Prefeitura Municipal já demonstrou interesse em recuperar as torres, mas a situação é complexa. Há cortiços, ocupações irregulares, inadimplências, inventários, enfim. O futuro do conjunto é uma incógnita. Há uma corrente que espera um fim mais nobre que o teve o São Vito, coincidentemente também projeto de Aron Kogan.


Treme-treme hoje em dia. fotos
Certeira é a ação dos investidores/empreendedores. Foi formado um projeto-parceria para o redesenho da Rua afim de atender o novo público e arrefecer as preocupações referente ao futuro incerto daquilo que resiste no fim da rua.

imagem fornecida pelo zoom paulista
Prefeitura promete 10 mil unidades de moradias populares no centro de São Paulo
Vídeo de Thiago Carrapatoso

A região conhecida como Cinelândia Paulistana que chegou a ter cerca de 30 salas de cinema nas décadas de 30, 40 e 50 e amargou sua completa decadência a partir dos anos 80 pode finalmente ter parte de seu emblemático patrimônio recuperado e devolvido ao público.

Desde 2010 a Prefeitura de São Paulo demostrou a interesse em recuperar os cinemas Art Palácio (1931) e Ipiranga (1943), projetados por Rino Levi além do Cine Marrocos (1952).
A intenção seria de incluir tais projetos de recuperação e restauro num programa de “revitalização” das avenidas São João e Ipiranga e Largo do Paiçandu, e com isso devolver a região o glamour da um dia chamada Cinelândia Paulistana.

No caso do Cine Marrocos a prefeitura já demostrou algum encaminhamento, pretendendo integra-lo ao espaço cultural Praça das Artes (atualmente em construção) e transforma-lo em uma sala pública de teatro e destinar o edifício acima à instalação da Secretaria Municipal de Educação.
Reportagem de julho de 2011 sobre a Implantação do SESC e SENAC no local do Edifício São Vito.
Fotos noturnas do Centro de São Paulo por Edmundo e jorge Eduardo Rubies.
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Minhocão maquiado


A Governo do Estado juntamente com a Prefeitura e O Sesc e Senac estão trabalhando juntos para trazer de volta Habitabilidade á região do Parque Dom Pedro.
O Parque que no passado chegou a ter ares de Tiergarten de Berlim hoje se tornou um imenso terreno baldio ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.

“Obras viárias, do início dos anos 70, transformaram o parque num nó viário, anulando suas qualidades urbanas e suas outras funções públicas.”

Os escritórios Una Arquitetos, H+F arquitetos, Metrópole Arquitetos e Lume desenvolveram para a região um plano de reocupação, que contempla, reformas viárias, demolições de viadutos, rebaixamento do leito e margens do Tamanduateí, construção de novos edifícios, recuperação de edifícios historicos e integração dos sistemas de transporte publico.


“O projeto estende o rebaixamento da Avenida do Estado, parcialmente já definida pela prefeitura, até o final do parque (próximo a estação do metrô), possibilitando a demolição de quatro viadutos que cruzam o parque. Amplia-se assim a permeabilidade do parque, com a criação de novas travessias de pedestres e a melhoria significativa da acessibilidade local.”


“O projeto propõe uma estação intermodal junto à Estação Parque Dom Pedro do metrô, articulando de forma mais adequada, tanto as demandas de trocas de linhas e sistemas, como o acesso ao centro para o usuário que tem a região como destino.”


“Foram propostos uma praça ao lado do Mercado Municipal e dois novos edifícios, SESC (Serviço Social do Comércio) e SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), instituições que oferecem cursos profissionalizantes, atividades de lazer, esportes e cultura.”

“A partir da constatação da subutilização de uma área extremamente importante da cidade e considerando o impacto das ações previstas no plano, desenvolveu-se uma estratégia de transformação urbana estruturada em ações públicas de aplicação imediata e ações complementares de curto e médio prazo associadas a iniciativas privadas.”
na integra